Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

13 de mar. de 2015

Bicho

Animal sou
liberto sem fato
em diária rotina
de pasto em pasto.
Bicho de rua
marchando cansado
em busca de um sonho
já condenado.

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

8 de mar. de 2014

Peixe sou

A correnteza subo
pela estrada asfaltada
seguindo o meu rumo
de volta pra casa.

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

24 de jul. de 2013

Amarga dor



Esse aperto no peito
sem ação ou efeito
que de onde parte
não sei.

É um algo de amargo
sem gosto, sem lado
que me dói
sem doer.



--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

10 de jul. de 2013

Rodina



Noite cai
Dia finda
Povo corre
rumo casa.
Noutro dia
adivinha...
Corre povo
Tud'enovo.


--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

19 de jun. de 2013

Horizonte aprisionado







E o futuro foi se indo,

como um horizonte preso

entre dois prédios.






--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

5 de jun. de 2013

Poemas no ônibus - 2012



"Coração sofreu, 'cisco no olho', disse eu" (Lágrimas - L.A. Kapletto)


POEMAS NO ÔNIBUS E NO TREM - 2012
Porto Alegre/RS

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

15 de mai. de 2013

O temporal


O tempo fechou, o céu nublou
e tudo escureceu.
Correu o povo, que buscava socorro
em qualquer lugar.

As negras nuvens, tapavam as luzes
provocando o medo.
E na espera d'água, ficou a mágoa
da distância do lar.

No morro mais alto, da selva de asfalto
pairava uma antena.
E durante a noite, ficavam as luzes
alertando aviões.

Mas estavam enganadas, as desavisadas
luzes de alerta.
Pois foi sem aviso, que durante o dia
a noite chegou.

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

8 de mai. de 2013

Máscaras






Num descuido um sorriso escapa
E se desfaz a capa
De quem tentava
Se passar por mau.





--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

4 de mai. de 2013

A poesia está na moda...


   Após o livro de Paulo Leminski chegar no topo da lista dos mais vendidos, parece que a poesia e os poemas chegaram juntos no gosto popular - ou, ao menos, na moda (a transposição representativa visual generalizada de uma população... ou seja, se não gostam, pelo menos representam... fingem).

18 de jul. de 2012

O violão

Encostado na parede um violão desafinado.
Cordas oxidadas; poeira impregnada.
Mas segue pelos cantos.

Promessas semanais de trocar as cordas.
Afinar, limpar,tocar e cantar.
Mas segue ali no canto.

Ainda vou retomá-lo, e relembrar velhos tempos.
Fazer música de novo soar pela madeira.
Antes que desafinem meus dedos.
--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

11 de jul. de 2012

A sociedade

Sub-julguei toda a sociedade, mas sem subjugar;
Botei o dedo em riste e pensei poucas e boas;
Falei muitas e más.

Mandaram-me não julgar a sociedade;
mas a sociedade mostrou a bunda,
e rebolou na minha cara!

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

20 de jun. de 2012

Guardado-das-chuvas

Não chove à vários dias; estiagem.
Meu velho guarda-chuva permanece ali, encostado pelo canto da parede.
Se guarda-chuvas tiverem sentimentos, não sei se ficam tristes ou felizes estando totalmente secos.

Pelas ruas nem sinal dos bloqueadores pluviais verticais. Como se nunca tivessem existidos. Como se estivessem todos escondidos. Ninguém os recorda.

Uma nuvem encobre o céu; o sol se esconde. O tempo muda; um pingo pula lá de cima. Como um passe de mágica surgem guarda-chuvas de vários lugares. Vendedores gritam por eles, elevando-os ao alto. Todos relembram. Só os recordam em necessidade.

Corro pelas ruas, encharcando-me. Corro em direção de casa.
Abrirei a porta e pegarei o guarda-chuva seco. Darei um banho nele, para recordar os velhos tempos.
--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

1 de fev. de 2012

A cela e a janela

Sol...
Um lindo dia, poucas nuvens - apenas pintando o azul celeste -, brisa leve, pássaros cantando... 
e eu aqui preso, assistindo a tudo, por uma janela.

Preso. Entre quatro paredes. Meu mundo é o que me cerca. Saindo apenas algum tempo por dia, para sentir o frescor do mundo real. O sol toca minha pele, me trazendo velhas lembranças.
De fora, olho a mesma janela. O mundo ao contrário.
...retorno, de volta a cela, de volta à janela.

Chove...
O dia vira noite, vento, trovões, a água lavando o mundo...
e eu aqui preso, assistindo a tudo, por uma janela.

A água cessa. O vento varre as nuvens. O sol reaparece. Tudo recomeça.
Vejo à tudo, pela janela.

O que me separa do mundo lá fora... é apenas uma chave e uma maçaneta.
Se as girar, encontrarei o mundo real.
Porém é mais fácil seguir nesta cela.
E olhar o mundo passando pela janela.

--- 
Crônicas de Um / 1 Qualquer: crônicas,contos,textos

7 de dez. de 2011

Esqueci o que ia escrever

Esqueci.
Esqueci o que pensava.
Esqueci o que pensava em escrever aqui.

Esqueci o que ia fazer quando levantei da cadeira.
Esqueci o que queria quando abri a porta da geladeira.
Esqueci o que eu ia procurar quando abri a aba do navegador.
Esqueci o que ia falar quando peguei meu celular e liguei pra namorada.

Esqueci o que que eu ia concluir no longo discurso que planejava neste post!